segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sobre um pirata uma astronauta e coisas da lua. (Part1)

    O ultimo dia de inverno.
     Diziam que era um dia frio,seco e sem cor.
     O céu mais parecia um enorme cinzeiro, com bitucas de cigarro ainda mais escuras que eram as nuvens carregadas, onde destacava-se apenas algo semelhante a uma laranja voadora.
 Todos forçavam a visão em busca de uma resposta sobre o que seria aquilo, até que alguém arriscou dizer que se tratava de um balão.
   Sim,um balão.
 E la se vai o enorme balão laranja, perdendo-se de vista entre o eterno cinza e os olhares curiosos por onde passava.
   Anoitece, e com a escuridão vem a maior tempestade que a pequena cidadezinha batizada como "Guster" ja viu. A força da água tomava conta de tudo que não estava devidamente preso ao  chão. Assim como aquele ponto que estava a dançar no ritmo do vendaval, violentamente vencido pela gravidade e tomado por uma queda livre, indo de encontro ao chão mais rápido que a chuva.
   Na manhã seguinte o azul que enfestava o céu era tão atraente que disfarçava a tristeza daqueles que tiveram seus lares arruinados pelo pré diluvio, Via-se até alguns sorrisos contrastando com os entulhos em meio aquela manhã de imensa sede.
  Em poucos dias tudo voltou ao normal na cidadezinha, um lugar aparentemente muito agradável, povoado por pessoas simples e de bom coração, durante o dia.
  Não se sabe ao certo o motivo, mas até mesmo o mais velho habitante diz jamais ter visto o luar. Alguns dizem nem acreditar que exista luz quando não é mais dia, pois as noites são completamente tomadas pela penumbra e o medo. Mas concordam que se existe algo que afaste a aflição que escuro traz, esta sim fazendo muita falta.

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