sexta-feira, 22 de outubro de 2010

São apenas nuvens e temporais

As cadeiras na sala de estar,copos sujos em cima da mesa,as garrafas perto do sofá,num escândalo de sutilezas que insitem em nos perturbar e entre farpas e delicadezas.
Quem vai ser o primeiro a falar o que os olhos gritam com frieza?
O silêncio do que não se vê mata um ao outro de ciúme,a mão trêmula liga a tv disfarçando como de costume.
Pensamentos que ninguém quer ter e uma luz antes do fim do tunel dá a nossa voz um tom blasé e toda a paz se vai num segundo.
Nuvens e temporais,folhas voam soltas pelos quintais.
Quando eu ficar pra trás lembre que um dia fomos iguais.
Até aonde a vista vai só se avista a nossa tristeza nuvens e temporais cobrem o nosso céu de incertezas e escondem os nossos finais.

Lembra quando juramos fugir?
Nossos mapas tinham o mesmo norte,nossos nortes tinham o mesmo nome,nossos nomes tinham a mesma sorte,mas a nossa estrada quis um fim e nossos passos ficam apagados,somos a sessão que já passou
A imagem de um futuro passado.


(Darvin)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Folhas secas

Ja parou e observou uma arvore?
Pois então,repare que por mais que cortem seus galhos ela continua,tenta crescer,por mais que a sufoque,ela tenta crescer novamente.
Chega  um determinado momento em que ela enfraquece,sua folhas caem,fica vuneravel a tudo,e sem ajuda de ninguem ela floresce como se tudo estivesse bem desde sempre.porem as marcas que o tempo deixou ficam la...mas quem repara em feridas quando se exibe belas flores?

Eu reparo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A bandeira

Olhando para traz vejo tudo tão obivio em seu rosto, as cores, o sorriso, o desgosto, e o que te fez assim era parte da paisagem destruida.
O acaso me distrai enquanto a ironia me conforta, entenda como quiser e vai, se é que ainda espero a sua volta...vi mais despedidas do que gosto de lembrar.
Eis que esta entre a cruz e a espada, sente falta de historias malcontadas que lhe serviram de bandeira até aqui.
Hoje escreve a propria cilada,sobrevive a desculpa inventada,sustentou uma bela mascara até cair.

Ai esta a sua bandeira...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O grande passo

Tens tudo o que deseja
Esquece por onde passou
Sem sonhos ou fraqueza
Decide por tudo que criou

Mas é tão alto onde pensa chegar
Tenha noção da queda que um dia terá

Ja sabe o quanto pesa
O fardo que trouxe até aqui
O chão ja te espera
Va sorrindo ao cair

Mas é tão facil pensar em levantar
Talvez seja esta seu real lugar

O grande passo o levou ao grande fim

Um belo laço não salvou um presente ruim


Mas é tão alto onde pensa chegar
Tenha noção da queda que um dia terá
Mas é tão facil pensar em levantar
Talvez seja esta seu real lugar

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Enfim...

Sendo esta a primeira postagem,não tenho muito a dizer.

Deixo apenas dois pontos,quanto aos textos que relatam meu cotidiano,pois então,não sera algo frequente por aqui,eu por exemplo acho o auge da futilidade comentar coisas do tipo "hoje levantei da cama,tomei banho,tomei café e assisti desenhos e blá blá blá" mas enfim pra esse tipo de coisas ja existe o twitter,prefiro questionar e as vezes até uma auto-critica,e vai que um dia qualquer eu acabe me contrariando...falando em contrariar andei observando como pessoas mudam de opinião de forma obrigatoria,ou seja,aquele ideal a qual hoje você se agarra e carrega como um mandamento,talvez amanhã não lhe valerá de nada,parece que chega um determinado momento em que o mundo faz questão de que você dance conforme a música,e geralmente a música não é nada boa,percebi isso analisando as pessoas mais velhas,acredito que enquanto fossem jovens se negariam a levar a vida que levam hoje,não digo todos,mas sim a maioria,
Mas tudo isso me levou a um questionamento que me assusta:
-Sera mais facil dançar a música dos acomodados,ou sera que é tão dificil compor algo no compasso que desejar?

Enquanto isso o disco está girando...sua guerra, meu dinheiro,suas armas, o meu sangue,se não dançam todos, não dança ninguém,sua produção, meus braços,seu lastro, o meu trabalho,se não dançam todos, não dança ninguém.