Corro em disparada até a linha marcada
Depois de avançada perde toda a graça
Vejo o desejo perdido em um beijo
Assim como vejo a vontade sumir toda vez que fraquejo
Tirem a linha
Construam um muro
Quero ver se seguro
Se aguento o murro
Das mãos que ja deram carinho
Hoje sozinho me defendo das mesmas.
São só aparências
Sem mais inocência
Não me engana
Nunca inflama
Por mais que me chama toda a sua carência
Tirem o muro
Construam um prédio
Com tijolos de tédio
Cimente meu ego.
Vinte andares de ódio
Quero ver se me jogo
Quero apender do seu modo.
Janelas pra que?
O teu quarto é escuro, onde até um sussurro se torna um grito
Tudo agora é um mito.
Por isso eu minto, me sinto aflito na sua tortura
Esse prédio é pequeno.
Há lixo no terreno.
Flores regadas com chuva e sereno.
Água suja e veneno para as que nascem sozinhas.
Destruam o prédio
Me deixem em ruínas e eu nego ter pedido primeiro que tirassem a linha.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
A mesma coisa recheada de coisa mesma. (pão de queijo com queijo e requeijão)
Ja acorda pensando em dormir
Levanta querendo deitar e ficar pra sempre ali
Se arriscando em segurança
Quando chove inventa de sair
Se o sol brilha insiste em ficar em casa
Com medo de se molhar
Sem sal, sem graça
Tem sempre o mesmo gosto
Sempre a mesma cor
A mesma textura
E nenhum sabor
A mesma coisa recheada de coisa mesma.
Trabalha pra pagar os sorrisos que o dinheiro traz
Ja no final do mês não te vejo sorrir mais
Guarda os seus "reais"
Como quem guarda rancor
Embaixo do colchão
Dividindo o mesmo cobertor
Isso é tão sem sal
Tão sem graça
Nem percebe que a vida lhe oferece tantos outros pratos
Mas você cozinha sempre o mesmo
Em fogo baixo
Fica sem sal
Sem graça
Levanta querendo deitar e ficar pra sempre ali
Se arriscando em segurança
Quando chove inventa de sair
Se o sol brilha insiste em ficar em casa
Com medo de se molhar
Sem sal, sem graça
Tem sempre o mesmo gosto
Sempre a mesma cor
A mesma textura
E nenhum sabor
A mesma coisa recheada de coisa mesma.
Trabalha pra pagar os sorrisos que o dinheiro traz
Ja no final do mês não te vejo sorrir mais
Guarda os seus "reais"
Como quem guarda rancor
Embaixo do colchão
Dividindo o mesmo cobertor
Isso é tão sem sal
Tão sem graça
Nem percebe que a vida lhe oferece tantos outros pratos
Mas você cozinha sempre o mesmo
Em fogo baixo
Fica sem sal
Sem graça
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Colheres não machucam.
Faca afiada que corta e afia a faca que rasga e ensina a faca que é cega.
Vê quem aprende e nega, mesmo que seja balela, mesmo que seja ela, mesmo que não seja mais tão bela.
O corte ainda é o mesmo, ainda sangra vermelho, ainda grita em desespero.
Vale lembrar qual cicatriza primeiro e qual arde mais.
O pior tu ja faz, até quando estamos em paz. Me corte outra vez mais e vera laminas más.
E só um ensaio, sangue falso e drama. Embora eu sinta o cheiro que vem desse seu medo de ver o que vejo.
Vê quem aprende e nega, mesmo que seja balela, mesmo que seja ela, mesmo que não seja mais tão bela.
O corte ainda é o mesmo, ainda sangra vermelho, ainda grita em desespero.
Vale lembrar qual cicatriza primeiro e qual arde mais.
O pior tu ja faz, até quando estamos em paz. Me corte outra vez mais e vera laminas más.
E só um ensaio, sangue falso e drama. Embora eu sinta o cheiro que vem desse seu medo de ver o que vejo.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Só
É como correr de joelhos para que a queda pareça menor
É como desejar amnesia para esquecer o que sofreu
E como lição só leva a dor de nunca aprender.
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