Corro em disparada até a linha marcada
Depois de avançada perde toda a graça
Vejo o desejo perdido em um beijo
Assim como vejo a vontade sumir toda vez que fraquejo
Tirem a linha
Construam um muro
Quero ver se seguro
Se aguento o murro
Das mãos que ja deram carinho
Hoje sozinho me defendo das mesmas.
São só aparências
Sem mais inocência
Não me engana
Nunca inflama
Por mais que me chama toda a sua carência
Tirem o muro
Construam um prédio
Com tijolos de tédio
Cimente meu ego.
Vinte andares de ódio
Quero ver se me jogo
Quero apender do seu modo.
Janelas pra que?
O teu quarto é escuro, onde até um sussurro se torna um grito
Tudo agora é um mito.
Por isso eu minto, me sinto aflito na sua tortura
Esse prédio é pequeno.
Há lixo no terreno.
Flores regadas com chuva e sereno.
Água suja e veneno para as que nascem sozinhas.
Destruam o prédio
Me deixem em ruínas e eu nego ter pedido primeiro que tirassem a linha.
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