sexta-feira, 22 de outubro de 2010

São apenas nuvens e temporais

As cadeiras na sala de estar,copos sujos em cima da mesa,as garrafas perto do sofá,num escândalo de sutilezas que insitem em nos perturbar e entre farpas e delicadezas.
Quem vai ser o primeiro a falar o que os olhos gritam com frieza?
O silêncio do que não se vê mata um ao outro de ciúme,a mão trêmula liga a tv disfarçando como de costume.
Pensamentos que ninguém quer ter e uma luz antes do fim do tunel dá a nossa voz um tom blasé e toda a paz se vai num segundo.
Nuvens e temporais,folhas voam soltas pelos quintais.
Quando eu ficar pra trás lembre que um dia fomos iguais.
Até aonde a vista vai só se avista a nossa tristeza nuvens e temporais cobrem o nosso céu de incertezas e escondem os nossos finais.

Lembra quando juramos fugir?
Nossos mapas tinham o mesmo norte,nossos nortes tinham o mesmo nome,nossos nomes tinham a mesma sorte,mas a nossa estrada quis um fim e nossos passos ficam apagados,somos a sessão que já passou
A imagem de um futuro passado.


(Darvin)

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